[considerações sobre a vida - updated]
eu já... fui em show de bandas que eu considero do caralho
eu já... viajei com uma pessoa que eu amo e foi demais
eu já... fique com várias pessoas numa noite só
eu já... trepei e fiquei com ressaca moral no dia seguinte
eu já... fingi um orgasmo
eu já... menti pra ser aceita
eu já... menti pra mim mesma
eu já... menti pros meus pais
eu já... enchi a cara de vodka e vomitei
eu já... enchi a cara de cerveja, de tequila, de vinho, de pinga
eu já... fumei maconha até achar que eu nunca mais iria ficar lúcida
eu já... tomei tantas coisas juntas, fiquei tão louca e me diverti tanto
eu já... me diverti sóbria
eu já... fiz aula de ginastica olimpica, de volei e de futebol
eu já... quis ser agente do fbi, astronauta, astronoma
eu já... quis ter uma banda de rockeu já... virei noites e noites na internet
eu já... virei noites e noites conversando e conhecendo uma pessoa que eu amei
eu já... amei alguem obssessivamente como nunca mais quero amar
eu já... pensei que tinha encontrado a pessoa com quem vou viver minha vida inteira
eu já... me senti rejeitada, um lixo, incapaz, incompetente de fazer qualquer coisa direito
eu já... me senti boa demais pras outras pessoas do mundo
eu já... me senti a pessoa mais feliz do mundo andando na rua com a pessoa que eu amo
eu já... chorei de bêbada
eu já... bati o carro e dei graças a deus pq não morri
eu já... tive medo de ficar louca
eu já... tomei vários "nãos" na cara
eu já... fui atrás de alguém na rodoviaria, que já tinha subido no onibus, e falei "não, desce e fica comigo, desculpa"
eu já... chorei em público
eu já... surtei e gritei com todo mundo
eu já... andei a pé de madrugada pelas bocadas de sp, de taubaté, de pinda, do rio de janeiro, de londres, de birmigham
eu já... dancei até fazer bolhas no pé
eu já... gritei pela janela de um carro em movimento
eu já... fui dormir abraçada com alguém e pensei que aquele era o melhor momento do mundo
eu já... bati o pé, mesmo sabendo que estava errada
eu já... fiquei com mt raiva de alguém, e algumas horas depois já estava no maior papo com a pessoa
eu já... fiz pessoas chorarem por minha causa
eu já... chorei por muita gente
eu já... pulei refeições pq achava que estava gorda
eu já... nadei de noite, nadei pelada, nadei bebada
eu já... escrevi coisas e pensei "poxa, que legal o que eu escrevi"
eu já... pensei várias vezes que estivesse grávida
eu já... gozei num onibus de viagem vazio com alguém batendo uma pra mim
eu já... fiz sexo em banheiro público, em uma sala de aula, em um cinema, no quarto da minha mãe, no quarto de empregada com minha vó na cozinha, na balada
eu já... passei a noite numa estação de trem e num aeroporto estrangeiros
eu já... fui expulsa de um trem por um oficial eslovaco com cara de nazista
eu já... almocei por semanas com os drogados e sem teto de londres
eu já... tive tanto frio que achei que nunca mais fosse esquentar
eu já... bebi perfume pq achava que mais nada resolvia
eu já... me cortei até sangrar
eu já... li livros que eu nunca soube como puderam mexer tanto comigo
eu já... ouvi música e pensei que era a melhor coisa do mundo
eu já... comi compulsivamente até passar mal
eu já... quis fazer filmes porque pouca gente fazia filmes que mexessem de verdade comigo (mas mesmo assim esses poucos eram suficientes pra eu adorar cinema)
eu já... tive a certeza que tinha milhões de amigos
eu já... me senti a pessoa mais sozinha do mundo
eu já... bebi tanto achando que não estava bêbada e fui para o hospital
eu já... fui expulsa de uma balada em londres porque estava fumando haxixe
eu já... cheirei coca até meu nariz sangrar
eu já... me fiz de forte, quando o que mais queria era colo
eu já... achei que eu era a mãe e minha mãe era a filha irresponsável
eu já... matei aula pra tomar cerveja as 10h da manhã
eu já... tomei pinga com suco em pó de manhã porque queria ficar bêbada
eu já... tomei café de manhã até ficar tremendo porque queria escrever
eu já... pensei "pra que namorar se a gente tem amigos?"
eu já... pensei "pra que amigos se a gente namora?"
eu já... pensei, no reveillon, que no próximo ano tudo ia ser diferente e eu ia fazer tudo certo
eu já... achei que era madura suficiente para casar
eu já... achei que eu ia ter eternamente 17 anos
eu já... fugi de casa para ir num show do ratos de porão
eu já... achei que nunca conseguiria ser fiel a alguém
eu já... tive vontade de ficar com uma pessoa só pelo resto da minha vida
eu já... tive certezas concretas que desapareceram em horas, minutos, segundos
eu já... quis ter filhos
eu já... achei que minha vida era uma merda
eu já... achei que minha vida era a melhor do mundo
is that all there is ? if that´s all there is my friend then let´s keep dancing...
sexta-feira, novembro 04, 2005
[a segurança do "ou não"]
a gente pode pensar que sim, as coisas podem acontecer daquele jeito. que nosso futuro pode ser assim assim e assado. que a gente vai trabalhar, ganhar dinheiro, casar, ter casa, família, responsabilidade.
ou não.
ou as coisas podem ir por um caminho completamente diferente. ou a gente pode ser surpreendido pelo futuro. pelas casualidades. e naquele momento que a gente encostar a cabeça na parede de trás a gente pode se dar conta de tudo que poderia ter sido. e foi.
ainda bem.
a gente pode pensar que sim, as coisas podem acontecer daquele jeito. que nosso futuro pode ser assim assim e assado. que a gente vai trabalhar, ganhar dinheiro, casar, ter casa, família, responsabilidade.
ou não.
ou as coisas podem ir por um caminho completamente diferente. ou a gente pode ser surpreendido pelo futuro. pelas casualidades. e naquele momento que a gente encostar a cabeça na parede de trás a gente pode se dar conta de tudo que poderia ter sido. e foi.
ainda bem.
sexta-feira, outubro 28, 2005
to doente. faz dias. rouca. tosse. falta de ar. asma. sei lá.
um dia acordei ruim e pensei "porra, to doente e ainda to sozinha, sem ninguém pra cuidar de mim". ai logo eu pensei que mesmo qdo eu não tava sozinha não cuidavam de mim, então, na verdade dava no mesmo. fiz café e sai.
consolaçao, quiet down, i need to make a sound.
um dia acordei ruim e pensei "porra, to doente e ainda to sozinha, sem ninguém pra cuidar de mim". ai logo eu pensei que mesmo qdo eu não tava sozinha não cuidavam de mim, então, na verdade dava no mesmo. fiz café e sai.
consolaçao, quiet down, i need to make a sound.
segunda-feira, outubro 24, 2005
[london quiet down i need to make a sound]
eu gostei da mia. ninguem gostou, tadinha, só pq ela é zuada. eu gostei justamente pq ela é zuada, fica cansada, perde a voz, da uns gritão... adorei... adoro gente zuada.
[arcade fire liberta]
foi lindo. tudo lindo. as cores, as letrinhas escrito "arcade fire", as pessoas. tudo. foi uma perturbação até começar, mas depois... parece que tudo foi. parece que tuuuuudo está no seu caminho. o futuro é tão promissor, as coisas só tendem a dar certo. os bons ventos do arcade fire abriram as minhas perspectivas.
só falta estar leve de novo.
[strokes]
não podia terminar o show de modo melhor. e não é que o casablancas lá é uma simpatia? a partir de agora eu tb vou ser uma simpatia. vc ganha todo mundo.
e o que foi abrir com the end has no end? parabens pras bandas que sabem começar um show.
nada como um bom show pra lavar a alma. ufa.
eu gostei da mia. ninguem gostou, tadinha, só pq ela é zuada. eu gostei justamente pq ela é zuada, fica cansada, perde a voz, da uns gritão... adorei... adoro gente zuada.
[arcade fire liberta]
foi lindo. tudo lindo. as cores, as letrinhas escrito "arcade fire", as pessoas. tudo. foi uma perturbação até começar, mas depois... parece que tudo foi. parece que tuuuuudo está no seu caminho. o futuro é tão promissor, as coisas só tendem a dar certo. os bons ventos do arcade fire abriram as minhas perspectivas.
só falta estar leve de novo.
[strokes]
não podia terminar o show de modo melhor. e não é que o casablancas lá é uma simpatia? a partir de agora eu tb vou ser uma simpatia. vc ganha todo mundo.
e o que foi abrir com the end has no end? parabens pras bandas que sabem começar um show.
nada como um bom show pra lavar a alma. ufa.
domingo, setembro 25, 2005
O que uma impressora falou pra outra?
- Esse papel aí... é seu, ou é impressão minha?
------------------------
Maria ganhou uma régua. Qual o nome da série?
Mede, Maria.
-------------------------
dois ratinhos estavam conversando. um deles se chamava zé, e fumava. ele encostou a ponta do cigarro no amigo. qual o nome do desenho?
me queimou zé!!!
--------------------
O cara tinha um gato chamado Tido.
Tido dormia num cesto. Um dia o dono do Tido chegou e ele não estava no cesto.
Qual o filme?
O cesto sem Tido
-------------------
uma mulher vai no ratinho e e prova q o pai do filho dela é um americano qual o nome do filme?
american pai
---------------------
o cara chega no hospital e ve um girasol vestido de medico... como se chama o filme???!?!
plantao médico
HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAAAAAAAHAHAHAHHAHAAAA
ok, eu sei que provavelmente só eu acho graça, mas fazia tempo que eu não ria tanto
narina, dá pra vc vir logo pra sp pra me fazer rir? hahahaha to com saudades de vc nega do meu coração.
- Esse papel aí... é seu, ou é impressão minha?
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Maria ganhou uma régua. Qual o nome da série?
Mede, Maria.
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dois ratinhos estavam conversando. um deles se chamava zé, e fumava. ele encostou a ponta do cigarro no amigo. qual o nome do desenho?
me queimou zé!!!
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O cara tinha um gato chamado Tido.
Tido dormia num cesto. Um dia o dono do Tido chegou e ele não estava no cesto.
Qual o filme?
O cesto sem Tido
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uma mulher vai no ratinho e e prova q o pai do filho dela é um americano qual o nome do filme?
american pai
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o cara chega no hospital e ve um girasol vestido de medico... como se chama o filme???!?!
plantao médico
HAHAHAHAHAHAAHAHAHAHAHAAAAAAAHAHAHAHHAHAAAA
ok, eu sei que provavelmente só eu acho graça, mas fazia tempo que eu não ria tanto
narina, dá pra vc vir logo pra sp pra me fazer rir? hahahaha to com saudades de vc nega do meu coração.
one shot, one choice.
Senta, vou te contar uma história. Era uma vez uma menina. Aí ela se apaixonou por outra menina, mas se apaixonou de verdade. Elas se conheceram e já se amaram, como nunca duas pessoas no mundo haviam se amado. Trocaram confidencias no meio na noite, solitárias uma no abraço da outra. Juraram lealdade e cumplicidade. Juraram ficar juntas para sempre. Combinaram a casa aonde iriam morar, combinaram os filhos que iam ter. Falaram sobre as dores que iam passar, os sofrimentos que iam se causar e se compreenderam. Ou achavam que tinham. Aí um dia (era inverno) essa menina, objeto de sua paixão infinita, disse adeus. A menina que tomou o fora passou dias e noites dormindo (porque assim o tempo passava mais rápido). Passou dias e noites chorando (porque a vontade de gritar era tanta que se transformava em lágrimas).
Até que um dia ela percebeu que o que a outra menina tinha dito na verdade foi "adeus, não sou forte o suficiente para te dar o que você precisa. adeus, porque eu não sou forte o suficiente para tentar." Aí nesse dia ela ficou com tanta raiva (de si mesma), porque ela tinha se jogado de cabeça enquanto os outros simplesmente paravam para pensar. E se deu conta que não queria esperar ninguém pensar. Que na verdade ela não acreditava nisso, em pensar. Porque amor é amor. Amor se sente, não se pensa. Amor de verdade te leva, sem nem você nem perceber que foi. E isso deixou ela com mais raiva ainda, porque ela tinha ido pra um lugar que ela nem queria ir e nem tinha percebido. Ela tinha assumido toda uma culpa e uma sensação de inferioridade que não lhe pertenciam. Que agora ela mal conseguia andar com a cabeça erguida na rua.
Aí chegou a primavera. E no fim daquela tarde, o sol, antes de se por, lhe disse "Filha, faz um favor pro mundo e levanta essa tua cabeça, que quem anda com a cabeça baixa fica corcunda. Acaba com esse teu sofrimento". Aí ela respondeu pro sol que tem gente que não nasceu pra esse mundo, e que ela era uma dessas. Decidiu então acabar com seu sofrimento. E quando chegou em casa ela foi de fininho no quarto do pai e pegou aquela .38 velha guardada na ultima gaveta do criado mudo. E carregou com a única bala que tinha. E ligou praquela que tinha lhe dado o fora. E quando esta chegou em sua casa, ela lhe disse "senta, vou te contar uma história". Ela tinha combinado consigo mesmo que ao fim da história ia por destino naquela bala. Pois é, a história acaba aqui. E mesmo que esse mundo não seja pra mim, vou ficar um pouco mais. Por isso quem morre é você.
Senta, vou te contar uma história. Era uma vez uma menina. Aí ela se apaixonou por outra menina, mas se apaixonou de verdade. Elas se conheceram e já se amaram, como nunca duas pessoas no mundo haviam se amado. Trocaram confidencias no meio na noite, solitárias uma no abraço da outra. Juraram lealdade e cumplicidade. Juraram ficar juntas para sempre. Combinaram a casa aonde iriam morar, combinaram os filhos que iam ter. Falaram sobre as dores que iam passar, os sofrimentos que iam se causar e se compreenderam. Ou achavam que tinham. Aí um dia (era inverno) essa menina, objeto de sua paixão infinita, disse adeus. A menina que tomou o fora passou dias e noites dormindo (porque assim o tempo passava mais rápido). Passou dias e noites chorando (porque a vontade de gritar era tanta que se transformava em lágrimas).
Até que um dia ela percebeu que o que a outra menina tinha dito na verdade foi "adeus, não sou forte o suficiente para te dar o que você precisa. adeus, porque eu não sou forte o suficiente para tentar." Aí nesse dia ela ficou com tanta raiva (de si mesma), porque ela tinha se jogado de cabeça enquanto os outros simplesmente paravam para pensar. E se deu conta que não queria esperar ninguém pensar. Que na verdade ela não acreditava nisso, em pensar. Porque amor é amor. Amor se sente, não se pensa. Amor de verdade te leva, sem nem você nem perceber que foi. E isso deixou ela com mais raiva ainda, porque ela tinha ido pra um lugar que ela nem queria ir e nem tinha percebido. Ela tinha assumido toda uma culpa e uma sensação de inferioridade que não lhe pertenciam. Que agora ela mal conseguia andar com a cabeça erguida na rua.
Aí chegou a primavera. E no fim daquela tarde, o sol, antes de se por, lhe disse "Filha, faz um favor pro mundo e levanta essa tua cabeça, que quem anda com a cabeça baixa fica corcunda. Acaba com esse teu sofrimento". Aí ela respondeu pro sol que tem gente que não nasceu pra esse mundo, e que ela era uma dessas. Decidiu então acabar com seu sofrimento. E quando chegou em casa ela foi de fininho no quarto do pai e pegou aquela .38 velha guardada na ultima gaveta do criado mudo. E carregou com a única bala que tinha. E ligou praquela que tinha lhe dado o fora. E quando esta chegou em sua casa, ela lhe disse "senta, vou te contar uma história". Ela tinha combinado consigo mesmo que ao fim da história ia por destino naquela bala. Pois é, a história acaba aqui. E mesmo que esse mundo não seja pra mim, vou ficar um pouco mais. Por isso quem morre é você.
terça-feira, setembro 13, 2005
[when i was a teenage whore]
Queria conseguir agora chorar toda a tristeza do meu corpo, queria que toda mágoa se transformasse em lágrimas e suor e sangue e fosse expelida de mim. Queria não estar com o coração apertado, não querer dormir para sempre. Queria voltar a olhar o mundo por aquela outra perspectiva, aquela dos dias mornos e ensolarados, do sorriso sem motivo, da felicidade gratuita. Queria que agora meus dias não fossem tão cinzas e minha vida tão blue. Queria entender porque isso, porque faz uma diferença tão grande. Porque eu quero que seja algo pequeno e não é, NÃO É! Queria juntar meus mil pedaços espalhados pelo chão da sala de estar, desmoronada, desmontada, desolada, envergonhada, suja, triste. Principalmente triste.
Queria não ter te conhecido. Ou não ter me encantado. Ou que você não tivesse crescido, mudado, se distanciado. Porque realmente qualquer um se encanta com você.
Queria conseguir agora chorar toda a tristeza do meu corpo, queria que toda mágoa se transformasse em lágrimas e suor e sangue e fosse expelida de mim. Queria não estar com o coração apertado, não querer dormir para sempre. Queria voltar a olhar o mundo por aquela outra perspectiva, aquela dos dias mornos e ensolarados, do sorriso sem motivo, da felicidade gratuita. Queria que agora meus dias não fossem tão cinzas e minha vida tão blue. Queria entender porque isso, porque faz uma diferença tão grande. Porque eu quero que seja algo pequeno e não é, NÃO É! Queria juntar meus mil pedaços espalhados pelo chão da sala de estar, desmoronada, desmontada, desolada, envergonhada, suja, triste. Principalmente triste.
Queria não ter te conhecido. Ou não ter me encantado. Ou que você não tivesse crescido, mudado, se distanciado. Porque realmente qualquer um se encanta com você.
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