quinta-feira, maio 14, 2009

[hoje eu estou tão dolorida que estou comunicativa, rindo]

eu queria acreditar na justiça, na polícia e nessas coisas, pro ódio não ter que me corroer.

ontem me contaram que o vizinho que matou meus gatos (que matou mais um gato e chamou o moço da limpeza para tirar) perguntou na rua o que aconteceu com os gatos, e quando ouviu que eles tinham sumido ele riu e saiu andando calmamente de bicicleta.

isso me doeu de um jeito que parecia que só ia passar se eu batesse nele até ele sangrar, ou se eu fizesse ele chorar de verdade, ou sentir uma tristeza bem grande. e aí eu passei o resto da noite pensando em formas de fazer ele sofrer:

- jogar pedras nele quando ele passar de bicicleta na frente da minha casa
- arranhar o carro dele de madrugada
- ficar miando quando ele estiver por perto.
- chamar ele de assassino todas as vezes que não tiver ninguém por perto

e aí eu apaguei a luz, chorei um pouco quietinha na cama e dormi.

domingo, maio 10, 2009

[comentários sobre a folha de domingo]

- emociono ao ler reportagens de ciência e física (cadernos principal e mais). vi a galera indo reparar o hubble e me deu quase uma melancolia, de não ter seguido minha vontade inicial de ser astrônoma. ainda tenho que fazer física ou matemática nessa vida (realização pessoal gente, me deixa, hahahaha)

- documentário sobre o raul seixas na mônica bergamo: a coluna dela de dia de semana é SACAL, mas de domingo sempre é bacana. aliás, essa regra vale pro jornal inteiro, por isso só leio de domingo. tem uma parte da reportagem que fala de um amigo do raul, contando do dia que ele morreu, que quando ele contou a história e a diretora de arte do tal documentário sentou no chão e chorou. aí eu fiquei com muita vergonha e resolvi que tinha que falar sobre isso. não entendo essas coisas que as pessoas tem pelo raul seixas. gente, ele era um chapado sexista que se achava e falava da sociedade alternativa, OIEEEE, ele não foi o primeiro e nem será o último! aí o cara morre alcoolatra e drogado e neguinho chora de tristeza. ah vá.

- vange leonel na revista da folha: me dá uma coluna que não fica tão ruim quanto a "gls" dela. vange = calada noite preta, ponto final.

- datacasa na revista da folha: adoro, sempre quando estiver em dúvida de quanto pagar para o meu motorista particular ou pra minha cozinheira de trivial fino/variado, checo lá os valores em R$

- danuza leão no cotidiano: sou FÃ dela. já li vários livros e A-D-O-R-O, inclusive aquele de etiqueta, acho que chama "na sala com danuza". adoro que ela age como se gente rico fosse meio burro e tem que explicar tudo pra eles. tem um outro livro de crônicas dela que é ótimo tb. agora que ela ficou baranga, ficou. fato. e era tão bonitinha.

bom é isso. vou comprar meu presente de dia das mães, afinal né, a velha merece.