CARAI VÉI
(hahaha)
vou abrir o coração: fico BOLADA com a quantidade de gente que bota meu nome no google e acha esse blog.
COMO ASSIM?
explico: o google analytics sabe de tudo minha gente. sabe do que você colocou no google pra ter chegado até aqui.
QUEM SÃO VOCÊS E O QUE QUEREM DE MIM AAAAHHHHHH
mentira, não é esse drama todo, só estou entendiada.
obrigada pela compreensão.
is that all there is ? if that´s all there is my friend then let´s keep dancing...
segunda-feira, janeiro 18, 2010
sábado, janeiro 09, 2010
fazia tempo que não me diziam que eu tinha o "cabelo jeitoso" que nem do meu pai.
minha tia-avó me disse isso ontem.
quando eu era pequena e minha mãe penteava meu cabelo, ela sempre dizia isso, que meu cabelo era jeitoso, como do meu pai. era sempre a frase completa: não era só "seu cabelo é jeitoso" nem "seu cabelo é como do seu pai".
jeitoso é o que eles querem dizer quando o cabelo não é encaracolado de tudo (como da minha mãe, cabelo ruim, como eles dizem), que não dá jeito, nem é liso de tudo, que fica escorrido e sem sal. é jeitoso, dá as voltas dele. aquela rebeldia de leve, mas ainda domável.
fui ficando assim com o tempo, como meu cabelo. ainda jeitosa, mas cada vez mais domável.
minha tia-avó me disse isso ontem.
quando eu era pequena e minha mãe penteava meu cabelo, ela sempre dizia isso, que meu cabelo era jeitoso, como do meu pai. era sempre a frase completa: não era só "seu cabelo é jeitoso" nem "seu cabelo é como do seu pai".
jeitoso é o que eles querem dizer quando o cabelo não é encaracolado de tudo (como da minha mãe, cabelo ruim, como eles dizem), que não dá jeito, nem é liso de tudo, que fica escorrido e sem sal. é jeitoso, dá as voltas dele. aquela rebeldia de leve, mas ainda domável.
fui ficando assim com o tempo, como meu cabelo. ainda jeitosa, mas cada vez mais domável.
quinta-feira, dezembro 31, 2009
[ouvindo pink floyd]
quando eu era pequena eu gostava das coisas que meus pais gostavam. aliás, meu pai (inclusive mulher, HAHAHAHA).
uma vez eu perguntei para o meu pai que time que eu torcia. ele disse que não sabia, mas que ele torcia pro santos. não lembro de ter sido peixe nenhuma vez, mas lembro de achar que se ele era santista, eu também deveria ser.
mesma coisa com música. minhas primeiras mix tapes eram de discos e cds que tinham em casa mesmo, das músicas que eu gostava e sempre ouvia. domingo era o dia mais legal em casa. era o dia que tomávamos café na mesa do jardim. meu pai abria todas as portas que davam pro quintal, ligava o som e colocava música alto. meus pais se davam discos de presente, e faziam dedicatórias na capa (o que eu acho um crime, mas era coisa da época).
tinha o disco da marisa monte, o mais, que era super divertido, tinha vários + destacáveis.
das músicas que eu gravei, tinha money, do pink floyd (eu tinha uma coisa com esse cd do dark side of the moon, que eu achava a capa muito bonita), tinha coisas do tim maia, paul simon (a primeira faixa daquele cd the rythym of the saints acho), beatles (o abbey road tinha uma mix tape própria, com as melhores do disco. eu ADORAVA maxwell silver hammer, e só agora com 26 anos descobri que é a história dum cara que mata a mina com uma martelada), cocain do eric clapton. enfim, essa acabou sendo minha formação musical.
THE END.
quando eu era pequena eu gostava das coisas que meus pais gostavam. aliás, meu pai (inclusive mulher, HAHAHAHA).
uma vez eu perguntei para o meu pai que time que eu torcia. ele disse que não sabia, mas que ele torcia pro santos. não lembro de ter sido peixe nenhuma vez, mas lembro de achar que se ele era santista, eu também deveria ser.
mesma coisa com música. minhas primeiras mix tapes eram de discos e cds que tinham em casa mesmo, das músicas que eu gostava e sempre ouvia. domingo era o dia mais legal em casa. era o dia que tomávamos café na mesa do jardim. meu pai abria todas as portas que davam pro quintal, ligava o som e colocava música alto. meus pais se davam discos de presente, e faziam dedicatórias na capa (o que eu acho um crime, mas era coisa da época).
tinha o disco da marisa monte, o mais, que era super divertido, tinha vários + destacáveis.
das músicas que eu gravei, tinha money, do pink floyd (eu tinha uma coisa com esse cd do dark side of the moon, que eu achava a capa muito bonita), tinha coisas do tim maia, paul simon (a primeira faixa daquele cd the rythym of the saints acho), beatles (o abbey road tinha uma mix tape própria, com as melhores do disco. eu ADORAVA maxwell silver hammer, e só agora com 26 anos descobri que é a história dum cara que mata a mina com uma martelada), cocain do eric clapton. enfim, essa acabou sendo minha formação musical.
THE END.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
a primeira vez que comi uma lichia estava em londres, trabalhando no hilton metropole, se não me engano. era a minha realidade paralela, as cozinhas eram enormes, cheias de corredores e escadas. nesse dia acho que estava fazendo o jantar, ou era almoço, ou café da manhã das pessoas corporativas e ricas. um amigo meu do zimbabue estava me contando que ele tinha deixado a africa por que era branco e agora estava com medo, tinha apanhado na rua, alguma coisa do tipo, porque parece que ser branco não era muito bem visto por lá. aí ele sacou uma lichia do bolso, perguntou se eu já havia comido. ra, na hora achei graça naquela frutinha que eu nunca tinha visto, que tinha uma casca estranha, firme, forte, que parecia realmente uma bolinha.
desde então sempre que como lichia (finais de ano, em geral) eu lembro do trampo no hotel, das comidas gostosas que eu servia para as pessoas bonitas e bem vestidas, da tristezinha que me dava, a toa assim. porque as vezes eu saia pra trabalhar e ainda estava de noite em londres, e frio, chovendo, e eu ficava chateada, porque sei lá, por que é horrível sair de casa quando ainda é de madrugada, ainda mais no frio e na chuva. mas era só na hora, por que eu me divertia demais, teria mil histórias pra contar, mil bebedeiras, mil loucuras e besteiras. na época meu sonho era saltar do ônibus vermelho pelaquela plataforma de trás, com um copo de café na mão, que nem em filme. hoje em dia nem sei mais qual é meu sonho, mas me fez bem ter realizado este.
desde então sempre que como lichia (finais de ano, em geral) eu lembro do trampo no hotel, das comidas gostosas que eu servia para as pessoas bonitas e bem vestidas, da tristezinha que me dava, a toa assim. porque as vezes eu saia pra trabalhar e ainda estava de noite em londres, e frio, chovendo, e eu ficava chateada, porque sei lá, por que é horrível sair de casa quando ainda é de madrugada, ainda mais no frio e na chuva. mas era só na hora, por que eu me divertia demais, teria mil histórias pra contar, mil bebedeiras, mil loucuras e besteiras. na época meu sonho era saltar do ônibus vermelho pelaquela plataforma de trás, com um copo de café na mão, que nem em filme. hoje em dia nem sei mais qual é meu sonho, mas me fez bem ter realizado este.
terça-feira, dezembro 29, 2009
[a desconstrução do perfeito]
atualmente a tecnologia beira a perfeição. a gente vê as rugas dos atores na televisão, as imagens são nítidas e afinadas, as cores perfeitas e balanceadas. com uma máquina fotográfica digital foda, qualquer ser (incluindo gatos, humanos e macacos) tira uma foto perfeita, com tudo no automático. digo, academicamente perfeita. em foco. com as cores, a abertura do diafragma e a velocidade perfeitas.
as pessoas se adaptaram as novas regras da lingua portuguesa. o jornalismo é tão chato que me dá sono, de tanto que abusam desse português perfeito. depois do ponto final vem letra maiúscula, e para o personagem falar, coloca-se travessão.
ninguém mais fuma nem bebe nos filmes. aliás, nem na vida real, fumar só pode na rua ou na sua casa.
tudo é esmuiçado e explicado e repetido, para que todos entendam, ninguém se sinta prejudicado. tudo é minunciosamente controlado. as histórias já começam sabendo-se seu fim.
então,
abaixo o politicamente correto, o perfeito, o belo absoluto, as palavras cuidadosamente escolhidas, o em cima do muro, o dizer não dizendo, o não dizer dizendo, o certo, o errado, a pontuação e a letra maúscula.
eu quero o grão na imagem, a sujeira, o ruido, o des-balance, o fora de foco, luz de mais, ou de menos, o acaso, a cerveja, os palavrões, a sinestesia, o corte não-linear.
walter benjamin desconstruiu o belo, eu quero desconstruir o perfeito.
atualmente a tecnologia beira a perfeição. a gente vê as rugas dos atores na televisão, as imagens são nítidas e afinadas, as cores perfeitas e balanceadas. com uma máquina fotográfica digital foda, qualquer ser (incluindo gatos, humanos e macacos) tira uma foto perfeita, com tudo no automático. digo, academicamente perfeita. em foco. com as cores, a abertura do diafragma e a velocidade perfeitas.
as pessoas se adaptaram as novas regras da lingua portuguesa. o jornalismo é tão chato que me dá sono, de tanto que abusam desse português perfeito. depois do ponto final vem letra maiúscula, e para o personagem falar, coloca-se travessão.
ninguém mais fuma nem bebe nos filmes. aliás, nem na vida real, fumar só pode na rua ou na sua casa.
tudo é esmuiçado e explicado e repetido, para que todos entendam, ninguém se sinta prejudicado. tudo é minunciosamente controlado. as histórias já começam sabendo-se seu fim.
então,
abaixo o politicamente correto, o perfeito, o belo absoluto, as palavras cuidadosamente escolhidas, o em cima do muro, o dizer não dizendo, o não dizer dizendo, o certo, o errado, a pontuação e a letra maúscula.
eu quero o grão na imagem, a sujeira, o ruido, o des-balance, o fora de foco, luz de mais, ou de menos, o acaso, a cerveja, os palavrões, a sinestesia, o corte não-linear.
walter benjamin desconstruiu o belo, eu quero desconstruir o perfeito.
sexta-feira, dezembro 25, 2009
natal é dia de... encontrar com o pai... =/
desde que meus pais se separaram, esse é um momento sempre chato, porque meu pai ficou maluco. ele namora com uma mulher escrota que diz que não gosta dos filhos deles e que vai tirar todo o dinheiro dele (e eu não estou inventando, ela realmente disse isso em um lugar que ela trabalhava. o que ela não sabia que é que tinha alguém que trabalhava lá que nos conhecia). e meu pai é meio otário na mão dela. se ela não deixar ele sair com a gente, ele não sai. se ela não deixar ele ficar com o carro, ele fica a pé.
e aí hoje a noite é dia de vê-lo. chatisse. aquele papo morno tipo "e aí, tudo bem? tudo bem. ah, que bom que tá tudo bem. é."
e aí hj me perguntaram quais eram meus planos pro futuro e eu não sei. eu achei que tudo estava super bem porque eu estava fazendo minhas coisas, meus hobbies, fotografando, escrevendo, inventando história, lendo, mas e a minha profissão, brasil? e a minha profissão? que que eu vou fazer? parece que eu até tinha esquecido disso de profissão... tipo eu trabalhava pra ganhar a grana pra eu fazer meus hobbies. mas e aí, eu vou dar aonde com isso? ai, aí agora me deu crise de fim do ano.
eu nunca liguei muito pra trabalho. tipo, eu gosto do que faço, mas meu trabalho não é meu hobbie, como é para várias pessoas que eu conheço. eu me formei em cinema, mas eu não gosto de set, estou enjoada de fazer produção e desde a faculdade não gosto de direção. na verdade eu fui estudar cinema porque foi o meu jeito de entender que eu gostava de artes, e quando eu fui fazer faculdade, cinema e artes plásticas eram as coisas mais próximas a isso. quer dizer, eu gosto da faculdade que fiz por uma experiência antropológica, aprendi a aprender muita coisa. mas agora não me interesso muito por trabalhar com isso exatamente de fazer filme. acho que tem muita coisa ainda pra descobrir. muita. e talvez isso seja um processo lento. o problema é que se eu não termino na hora, eu não termino nunca mais. por isso meus continhos são sempre muito pequenos e minhas coisas são sempre inacabadas.
só não queria acabar uma tiazona viciada em whiskie que vai sempre se lamentar da sua potencialidade jogada fora. tô ficando velha gente. tô ficando velha. vou fazer 27 anos.
desde que meus pais se separaram, esse é um momento sempre chato, porque meu pai ficou maluco. ele namora com uma mulher escrota que diz que não gosta dos filhos deles e que vai tirar todo o dinheiro dele (e eu não estou inventando, ela realmente disse isso em um lugar que ela trabalhava. o que ela não sabia que é que tinha alguém que trabalhava lá que nos conhecia). e meu pai é meio otário na mão dela. se ela não deixar ele sair com a gente, ele não sai. se ela não deixar ele ficar com o carro, ele fica a pé.
e aí hoje a noite é dia de vê-lo. chatisse. aquele papo morno tipo "e aí, tudo bem? tudo bem. ah, que bom que tá tudo bem. é."
e aí hj me perguntaram quais eram meus planos pro futuro e eu não sei. eu achei que tudo estava super bem porque eu estava fazendo minhas coisas, meus hobbies, fotografando, escrevendo, inventando história, lendo, mas e a minha profissão, brasil? e a minha profissão? que que eu vou fazer? parece que eu até tinha esquecido disso de profissão... tipo eu trabalhava pra ganhar a grana pra eu fazer meus hobbies. mas e aí, eu vou dar aonde com isso? ai, aí agora me deu crise de fim do ano.
eu nunca liguei muito pra trabalho. tipo, eu gosto do que faço, mas meu trabalho não é meu hobbie, como é para várias pessoas que eu conheço. eu me formei em cinema, mas eu não gosto de set, estou enjoada de fazer produção e desde a faculdade não gosto de direção. na verdade eu fui estudar cinema porque foi o meu jeito de entender que eu gostava de artes, e quando eu fui fazer faculdade, cinema e artes plásticas eram as coisas mais próximas a isso. quer dizer, eu gosto da faculdade que fiz por uma experiência antropológica, aprendi a aprender muita coisa. mas agora não me interesso muito por trabalhar com isso exatamente de fazer filme. acho que tem muita coisa ainda pra descobrir. muita. e talvez isso seja um processo lento. o problema é que se eu não termino na hora, eu não termino nunca mais. por isso meus continhos são sempre muito pequenos e minhas coisas são sempre inacabadas.
só não queria acabar uma tiazona viciada em whiskie que vai sempre se lamentar da sua potencialidade jogada fora. tô ficando velha gente. tô ficando velha. vou fazer 27 anos.
segunda-feira, dezembro 14, 2009
que existe um carinho por baudelaire no meu coração, acho que já comentei. mas o que me trás para para esses lados é um carinho especial que eu tenho pelo "conceito" (essa palavra é odiável, eu sei, por favor me dêem um dicionário de sinônimos de natal) de flaneur. gosto dessa idéia de não participar, e sim observar o mundo. a gente está lá, olhando de canto. gosto dessa idéia do leviano e superficial dos dândis, que quase engana as pessoas. rarara, confesso, adoro que as pessoas por vezes confundem "tontisse" com "descaso". trocando em miúdos: eu não me lembro, ou não presto atenção em muitas coisas simplesmente por que não me interessam, não porque eu tenho a memória ruim ou porque sou tonta.
desculpem-me a arrogância, é quebrei o nariz há alguns dias (e essa será a desculpa de 2010, para ganhar café da manhã na cama, não carregar peso, voltar pra casa quando estiver cansada, ficar sentada enquanto fazem o pedido no starbucks e essas coisas)
desculpem-me a arrogância, é quebrei o nariz há alguns dias (e essa será a desculpa de 2010, para ganhar café da manhã na cama, não carregar peso, voltar pra casa quando estiver cansada, ficar sentada enquanto fazem o pedido no starbucks e essas coisas)
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