sábado, fevereiro 28, 2004

curitiba pop festival = pixies, yeah yeah yeahs e placebo?

quem vai?
as vezes dá vontade de jogar tudo pro alto e deixar todas essas coisas chatas para trás. futuro é futuro, ruim não pode ser.
queria falar de como algumas pessoas de internet são mediocres. mas acho que todo mundo já sabe disso.

essa onda de fotolog de todo mundo colocar foto do umbigo na internet... pelo amor de deus né, dificil é saber quem quer aparecer mais. "olhem meu pé, olhem minha mão, olhem meu namorado, olhem eu qdo era criança, olhem como eu sou ridicula" hahahahaha cômico. acho q todos deveriam sugerir nos comments flogs ridiculos para gente rir.

como diria a sofia, toda garota passa pela fase da fotografia.

terça-feira, fevereiro 10, 2004

Toque. Sinta. Sinta o calorzinho quente vindo das minhas mãos. Sinta meus pés gelados atrás dos seus. Sinta minha voz rouca atravessando esse mar de nada entre nós para dizer-lhe "amo você". Sinta o que eu sinto com esse abraço apertado, meu cheiro como seu, minha pele com a sua, sua boca com a minha. Leia nos meus olhos o que eu quero dizer, mas sou incapaz de.

(para minha namorada)

Era uma vez uma Menina. Ela não sentia nada, nunca. Por acaso ela pegava algum livro e acava lendo por inércia. Filmes também. Eles acabavam e ela nem percebia. Um dia ela ouviu uma música tão doce (parecia fazer tanto sentido todas aquelas notas, uma atrás da outra) que ela deitou ali onde estava e morreu.

No dia seguinte ela levantou e achou tudo aquilo uma mentira. Olhou para o lago abaixo da ponte onde estava e achou ele tão verdinho que pensou que fosse chorar. Não, não era uma mentira. Resolveu andar um pouco para esticar as pernas. Andou, e viu outra menina sentada na grama, encostada numa árvore.

- Foi você que tocou aquela música?
- Não. foi você?
- Não. Mas então você também ouviu?
- Não.

Sentou-se ao lado dela. pensou que se ela fosse um gatinho ela a colocaria no colo e faria carinho, como os gatinhos gostam. Mas ela não era um gatinho. Mas a Menina resolveu fazer carinho nela assim mesmo. E mesmo não sendo um gatinho, a outra menina gostou. Gostou tanto que deitou e dormiu. A Menina então deitou do lado, passando seu braço por cima dela. Achou tão gostoso que quis ficar lá para sempre.

domingo, fevereiro 08, 2004

[so happy together.... how is the weather?]

Obviamente menor de idade, a menina solta a fumaça do cigarro desviando o olhar para o infinito, como se a mulher da entrada do motel tivesse muito preocupada com outra coisa além do relógio que marcava a hora de ir embora. Claro que a mulher não percebeu as olheiras fundas nos olhos da menina, nem o olhar triste do menino no carro junto com ela. Nem a garrafa de pinga barata embaixo do banco do carro. Era um acordo de cavalheiros: a mulher não liga para quem entra e quem entra não liga para o trabalho relapso da mulher. Relapso? Sim. Em todos os rostos a mesma expressão de "riso-nervoso-tesão-reprimido". E isso irrita, porque se ela chegar em casa com essa expressão, o cara (sim, digo o cara porque seria muito chamar aquele homem de marido) que parasita aqueles comodos vai perguntar se o dinheiro do trabalho tá pouco por isso ela resolveu virar prostituta. Enfim, ela não reconheceu essa expressão nos meninos de olheiras fundas e olhares tristes. Não sei se passou pela sua cabeça que o ultimo motivo pelo qual eles tavam lá era o sexo. Que na verdade eles só queriam beber e conversar, até dar a hora de ir embora. E era tão duro ir embora... deixar a bolha que eles criaram só pra eles dois e voltar ao mundo das pessoas, das brigas em casa, do choro incontido, dos tapas na cara, das corridas sem fim até as pernas cansarem. Pouco antes do carro arrancar, a menina voltou o olhar do infinito (para onde ela olhava para disfarçar sua pouca idade) e depois de fitar rapido (mas o sufuciente) os olhos da mulher, pensou que talvez ela não fizesse parte do mundo das pessoas, para onde ela temeria voltar algumas horas mais tarde. Talvez ela também temesse voltar para lá.

quinta-feira, janeiro 22, 2004

bla bla bla

quinta-feira, janeiro 15, 2004

aliás falando em férias...

sem duvida essa sao minhas melhores férias. pinda está com um gostinho otimo. noites quentes de verão, conversas até de manhã cedo, novos amigos, reencontrar os velhos, dormir tarde, acordar na hora do almoço, tirar fotos loucamente, dar risada, viver novas coisas....

é o ar do interior... sao paulo as vezes é opressor demais.... as pessoas ficam longe demais uma das outras. aqui, eu atravesso a rua, ando um pouco ja encontro meus amigos. ou no maximo, vou 20 min. de carro. em sao paulo as pessoas ficam mais sozinhas, trancadas em seus apartamentos... depois de um ano estressante, nada melhor que ferias assim...