terça-feira, março 24, 2009

engordei uns 10 kilos. disse que ia parar de beber. não parei. mas diminui (ficar mais velho faz a gente aguentar menos). disse que ia parar de fumar. a daysee continua comigo. eu casei, sou uma mulher comprometida. trabalho num lugar em que todo mundo é meio doido (meio doido de verdade, não é força de expressão). cai ontem, de bebadíssima, e machuquei o cotovelo. minha mulher quer me matar, e com razão. hoje eu vou tomar café no boteco. faz dois dias que a gente não trepa gostoso. preciso tirar os pelos da axila, estão grandes. vou tomar banho e tirar esse cheiro de cachaça.

daqui a umas 2 semanas é meu aniversário. sinto que eu vou beber que nem uma porca.

domingo, março 22, 2009

eu acredito em coincidencias. por mais que a vida teime em desmistifica-las.

sábado, março 14, 2009

gente

tô vendo isso de restaurant week e tá me dando nos nervos.

PRIMEIRA COISA QUE ME IRRITA: lugar que a comida do almoço é a mesma da janta. ALMOÇO EH 25 CONTO E JANTAR EH 40, como que faz com a mesma comida? NAO SENHOR. A COMIDA DA JANTA TEM QUE SER MAIS CHIQUE.

segunda coisa: GEN-TE, QUE MISEEEEERIA que são esses pratos. vi aqui um de salmão com molho de não sei que lá, e o prato são dois salmãozinho assim, do tamanho daquela carne picada de panela que tem do boteco? então, pega duas carnes, finge que é salmão E PRONTO, ESSE EH O PRATO principal.

NAO GOSTO DESSA COISA DE NOVA COZINHA CONTEMPORANEA de não sei que lá. gente, qualidade NÃO é inimiga da quantidade. gosto de comer bem e BASTANTE.

terceira coisa: TODAS AS ENTRADAS SAO SALADA VERDE? OIEEEE, alface eu compro no supermercado! O MOLHO TEM QUE SER ASSIM, DEUS NO CEU E O MOLHO NA TERRA ENTÃO.

ai acabei de ver num aí, o prato principal é uma SOBRE COXA. ah vá. gente rica quer ser piadista. não sei por que comedimento é sinonimo de ser chique. gosto de antigamente, que as pessoas faziam enormes jantares regados a litros de vinho e bonito era ser mais gordinho.

VOU NO RODIZIO lavar a égua, isso sim.

sexta-feira, março 13, 2009

[oie blog]

[segundo post apaixonado]

tem um bicho peludo nessa casa, que assim, eu faria muitas coisas por ele. é minha companheirinha, sempre disse isso. quando eu ficava triste e chorava sozinha assim, ela deitava comigo. só, simplesmente. e qdo eu fico feliz, ela deita comigo. só simplesmente. mas dorme mais sossegada. sério. gatos sonham. e tem sono conturbado também.

perdi um pouco o hábito de fazer diário. preciso de um caderno decente. e de uma caneta decente.

hj eu tava na rua e pensei numa pessoa que saia de casa pra comprar cigarros e nunca mais voltava. do tipo, uma pessoa tipo qualquer um, tomava banho, saia de casa e não voltava. ficava na rua até tarde. dormia na rua. acordava. tomava café. perambulava. gastava o dinheiro que tinha com as refeições, até acabar. aí desencanava das refeições, ficava só rodando. sem tomar banho. sem querer voltar também (porque voltar era super uma opção válida). rodava, rodava, rodava. sei lá, só um pensamento engraçado no transito no centro.

hoje pensei que eu estava com problemas de adulto demais. ser adulto é um porre, e eu tô me tornando um deles gente. era o que eu temia (ou esperava?). me avisem se eu ficar chata demais, por favor.

(isso tudo é medo, já digo. estou me calçando pq temo o pior. mas cara, se ficar melhor, piora. não tem mais pra onde ir de melhor. e aí, eu, paula, quase 26 anos de idade, confesso, mais uma declaração de amor, a que é mais dificil, confesso, tenho um problema em demonstrar sentimentos e vulnerabilidades: eu estou completamente apaixonada. e estar vivendo com ela tem sido assim, uma das várias melhores coisas que tem me acontecido. e olha que, são 1 e pouco, eu estou semi bêbada, e ela me ignorou que eu tentei puxar papo com ela na cama)

domingo, março 08, 2009

gen-te

esse é um post apaixonado. mesmo. tô esperando amanhecer mais.

entao. esses dias, estao sendo os melhores dias, até agora.

se melhorar, piora

terça-feira, fevereiro 24, 2009

[fazia tempo que eu não ouvia um cd tão bonito como o central reservations da beth orthon]

beth orthon me lembra paula cole. aí acabei de abrir a página da paula cole no all music e vi no similar artists: heather nova, sarah maclachlan, jewel, sheryl crow, tori amos, fiona apple, lisa loeb.

aí eu abri a discografia, e vi i don't wanna wait, e lembrei de dawson's creek, e lembrei de quando eu morava em pindagoiabada que eu achava as tardes entediantes pq só passava seriado ruim tipo PARTY OF FIVE

e aí uma vez começou a passar dawson's creek de sábado na globo. eu tinha um namoradinho que morava em outra cidade (tinha se mudado pra fazer faculdade), e aí chegava fim de semana, ele vinha pra pinda e eu ficava em função dele, porque teoricamente eram os únicos dias que eu tinha pra ve-lo, mas eu queria fazer outras coisas, as minhas coisas.

no dia que eu terminei com ele eu voltei a ter os fins de semanas para mim, e poder ver dawson's creek de sábado foi tipo, SINONIMO DE LIBERDADE, tipo a minha vida é minha e eu posso fazer o que eu quiser.

DESCULPA, EU ADORO OS ANOS 90. E VOU OUVIR LISA LOEB depois da beth orton. E EU VOU OUVIR A MUSICA DO DAWSONS CREEK SUPER FELIZ.

vou baixar paula cole, aquela HEEEEEEEEEEEEEEEEY I GOT A PIECE O MY HEEEEEEEEAAAAAART ON THE SOLE OF YOU SHOOOOOOOOOOOOES que é tipo, toda minha adolecescencia. vou ouvir o tidal da fiona, o sheryl crow da sheryl E DORMIR MELANCOLICA.

beijos-vida-real, vou lembrar de quando eu era adolescente.

ps: karen cunha levantou a possibilidade de uma festa anos 90, quase chorei gente...

ps2: lisa loeb, me desculpe tudo que eu falei mal de seus óculos de gatinho, hoje em dia eu uso um igual.

domingo, fevereiro 22, 2009

[conto erótico de carnaval]

o lusco-fusco do sábado de carnaval foi arrastado. vi o dia começar a escurecer querendo sair para beber, e qdo já era noite, estava transpirando febre e dipirona sódica pelo quarto fechado.

ao cair da noite meu estado de saúde foi deteriorando. o que havia começado com dois espirros já tinha virado enxaqueca, mal estar, dor no corpo queimando a 40º.
na janela do quarto ouvia de longe as marchinhas, e torcia para o bloco virar em alguma rua e não seguir em cortejo até o que seria meu túmulo no futuro, caso a febre não arredasse.

os caras da pensão bateram a porta do meu quarto, já com as garrafas de cachaça, prontos pra sair. ao abrir a porta, um bafo quente saiu do quarto e ninguém sequer se incomodou em insistir para que eu saisse de casa, fecharam a porta e foram embora, num silêncio respeitoso pelos moribundos.

estava suando toda a febre que tinha no meu corpo, então fiquei só de cuecas na frente da janela aberta, para ver se entrava um ar que amornaria meu corpo. não sei se estava ligando de não sair, não sei se estava ligando de ficar sozinho, não sei. por mais que todas a janela estivesse o mais aberta possível, cada particula de ar estava parada, e elas sequer encostavam no meu corpo. provavelmente elas desviavam quando eu passava a mão.

peguei o pano dentro da bacia de agua fria e comecei a passar pelo meu corpo, para refrescar. pinguei na minha nuca, e o pingo desceu as costas inteiras, como água na chapa quente. eram pingos frios, diferentes dos pingos meio pegajosos que brotavam da minha testa, estava muito calor, muito calor mesmo, e até as paredes do quarto transpiravam pingos pequenotes, pequenos pingos que ficavam na jarra de suco gelado no café da manhã fervente de domingo. as parede também transpirava sua febre no sábado de carnaval, aquela febre de cômodo fechado, febre moribunda de paredes antigas e rachadas, que já beberam muitos carnavais e sabem do que estão falando.

encharcado, deitei e fechei os olhos. o bloco não ia desviar, ia passar logo debaixo daquela janela, o bloco das pessoas suarentas, bêbadas, fedidas, loucas de lança, pinga, cerveja e de tudo que eu estaria também. deitei e me cobri, tiritando de frio.

aí ela abriu a porta e entrou, sem perguntar se podia. me olhou na cama, pegou a bacia, sentou na beirada da cama, torceu o pano e colocou na minha testa. pegou minha mão e beijou de leve as pontas dos dedos. pegou o pano e desceu, enxugando o pescoço, os ombros, meu peito. molhou de novo e deixou-o na testa, escorrendo pelas têmporas. fechei os olhos, só fiquei sentindo os pingos escorrerem. ela tirou o vestidido rosa já roto de tantos carnavais e, sem nada por baixo, deitou do meu lado, na cama apertada de solteiro. fiquei tenso. ouvia uma respiração ofegante, não sabia se era minha, se era dela, e o bloco já estava passando embaixo da minha janela e eu já conseguia sentir o cheiro de suor do povão quando ela de repente rolou pra cima de mim e aí não existia mais cheiro de povão nenhum, existia o cheiro do suor dela, aquele suor de quem trabalhou o dia inteiro, mas era cheiro de moça. os peitos dela encostando em mim, e eu, entre suas pernas abertas, e o bloco já embaixo da minha janela sufocando os meus gemidos. me senti com 15 anos de idade, sem saber o que fazer com aquilo que tinha ali, ela me beijando o pescoço e puxando minhas mãos de encontro aos seus peitos.

só me lembro de ter acordado sozinho, enrolado no lençol inteiro molhado de suor, no quarto cheirando a febre e dipirona sódica.

havia sido noite de carnaval.