em 2007 eu tinha 5 anos e 5 kilos a menos.
as vezes fico com vontade de ficar dormindo uma semana inteira só pra ficar sonhando.
is that all there is ? if that´s all there is my friend then let´s keep dancing...
terça-feira, agosto 14, 2012
domingo, agosto 12, 2012
tempo tempo mano velho
quando eu tinha uns 15 anos quase todo dia eu sentava no mesmo banco, com a mesma amiga e ficava jogando conversa fora. era pindamonhangaba e realmente não tinha nada pra fazer. a gente sempre falava algo tipo "e se a gente nunca mais conseguir sair desse banco?". o cabelo crescendo, a pele enrugando, o corpo menstruando.
eu sempre penso nisso. consegui levantar do banco (será? fiquei na dúvida agora, confesso), mas meu cabelo continua crescendo, a pele enrugando, o corpo menstruando. o tempo é inexorável, diria meu pai. a primeira vez que eu ouvi essa palavra inexorável eu senti uma coisa assim, é uma palavra tão forte, tão pesada. eu nunca tinha ouvido e não sabia o que significava, mas naquela hora eu soube, porque o tempo realmente só pode ser isso.
inexorável
(latim inexorabilis, -e)
adj. 2 g.
eu sempre penso nisso. consegui levantar do banco (será? fiquei na dúvida agora, confesso), mas meu cabelo continua crescendo, a pele enrugando, o corpo menstruando. o tempo é inexorável, diria meu pai. a primeira vez que eu ouvi essa palavra inexorável eu senti uma coisa assim, é uma palavra tão forte, tão pesada. eu nunca tinha ouvido e não sabia o que significava, mas naquela hora eu soube, porque o tempo realmente só pode ser isso.
inexorável
(latim inexorabilis, -e)
1. Que não cede a rogos nem a lágrimas; que não tem piedade. = CRUEL, IMPIEDOSO, IMPLACÁVEL, INSENSÍVEL ≠ COMPASSIVO, EXORÁVEL, PIEDOSO
2. Muito rigoroso. = DURO, IMPLACÁVEL ≠ EXORÁVEL
3. A que não se pode escapar. = INELUTÁVEL
terça-feira, agosto 07, 2012
non rapid eye movement
tinha resolvido anotar meus sonhos, mas fiquei com ciúmes. coloca-los no papel faz tudo parecer tão plano e simples, prefiro-os oníricos e fugidios na minha cabeça, mesmo eles indo embora assim, de repente.
toda noite quando vou dormir me sinto tão confusa. mas tempo entre fechar os olhos e adormecer é o meu preferido, dentre todas as horas do dia. é o momento em que o espírito vagueia, sem restrições. é a hora que faço conexões absurdas.
passo dias querendo tanta coisa, que não sei o que faço.
boicoto-me, perco o interesse, faço que preciso de outro estímulo. depois fico choramingando porque não consigo levar nada até o fim.
fiz então um cronograma.
toda noite quando vou dormir me sinto tão confusa. mas tempo entre fechar os olhos e adormecer é o meu preferido, dentre todas as horas do dia. é o momento em que o espírito vagueia, sem restrições. é a hora que faço conexões absurdas.
passo dias querendo tanta coisa, que não sei o que faço.
boicoto-me, perco o interesse, faço que preciso de outro estímulo. depois fico choramingando porque não consigo levar nada até o fim.
fiz então um cronograma.
quarta-feira, julho 25, 2012
duas considerações
Primeira
Do alto do meu periodo sabático estou empilhando coisas que não tenho tempo pra fazer. Poderia pensar que o tempo que é curto mesmo, mas tô chegando a conclusão que o tempo é como dinheiro: quanto mais a gente tem, mais a gente gasta e sempre vai achar que precisa de mais.
Segunda
Alguém dirá que a graça da vida é a dificuldade, a tensão, a dúvida, o sofrimento.
Tenho vontade de chutar.
Do alto do meu periodo sabático estou empilhando coisas que não tenho tempo pra fazer. Poderia pensar que o tempo que é curto mesmo, mas tô chegando a conclusão que o tempo é como dinheiro: quanto mais a gente tem, mais a gente gasta e sempre vai achar que precisa de mais.
Segunda
Alguém dirá que a graça da vida é a dificuldade, a tensão, a dúvida, o sofrimento.
Tenho vontade de chutar.
sexta-feira, julho 20, 2012
viagens e roupas
Um periodo sabático não é só pra não fazer nada.
Já viajei algumas vezes, poderia dizer que várias. Essa era mais uma viagem, dessa vez para dentro.
Depois de mudar tanto, não posso mais voltar àquela forma antiga, tão desgastada, velhinha, puída. Minhas roupas preferidas, sempre acabo enjoando delas um dia. Porque não enjoaria dos velhos hábitos, longe de serem tão preferidos assim?
Como uma árvore, cresço de fora para dentro.
Agora assim, desamarrada, parece que sou o que quiser ser. E um sentimento estranho: parece que estou começando a ter uma vaga ideia do que seria isso. Essa coisa de ser feliz é esquisito mesmo né.
Vi por aí:
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Já viajei algumas vezes, poderia dizer que várias. Essa era mais uma viagem, dessa vez para dentro.
Depois de mudar tanto, não posso mais voltar àquela forma antiga, tão desgastada, velhinha, puída. Minhas roupas preferidas, sempre acabo enjoando delas um dia. Porque não enjoaria dos velhos hábitos, longe de serem tão preferidos assim?
Como uma árvore, cresço de fora para dentro.
Agora assim, desamarrada, parece que sou o que quiser ser. E um sentimento estranho: parece que estou começando a ter uma vaga ideia do que seria isso. Essa coisa de ser feliz é esquisito mesmo né.
Vi por aí:
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
segunda-feira, julho 09, 2012
rascunho
O problema é que eu acho sempre que é necessário colher mais informações, e acabo nunca escrevendo e finalizando o trabalho.
Acho que eu tenho medo do trabalho ficar uma merda, então eu enrolo pra nunca chegar esse momento. Ou eu sou tão insegura que nunca acho que estou pronta.
Se continuar assim vou ser eternamente um esboço de tudo aquilo que poderia ter sido.
Acho que eu tenho medo do trabalho ficar uma merda, então eu enrolo pra nunca chegar esse momento. Ou eu sou tão insegura que nunca acho que estou pronta.
Se continuar assim vou ser eternamente um esboço de tudo aquilo que poderia ter sido.
domingo, julho 08, 2012
ensaio sobre o ato de ser
Eu não sei improvisar.
Só se for pra mentir, sou meio mitomaniaca. Mas mentirinha
mentira branca pode
é fantasia.
Na maioria das vezes estou ouvindo
Nem sempre prestando atenção.
Não sei improvisar.
Gosto da repetição.
O caminho de sempre sempre rende fotos mais bonitas.
O pão molhado no café com leite sempre fica bom.
Não sei improvisar, mesmo.
Estou sempre me repetindo
Tentando escrever, fotografar, lembrar.
Anotando aquilo que está passando, acabando de virar passado.
Quem eu sou? Que eu penso? Eu sinto?
Vai que eu preciso.
Eu não sei me desapegar.
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