segunda-feira, outubro 10, 2011

segunda-feira

é um soco na barriga, é acordar de um sonho muito bom.

a realidade do dia-a-dia me trás tão pra baixo que acho que não era pra ser assim.

quarta-feira, outubro 05, 2011

sonhos

sonhei um kilo de sonhos, de manhã nem quis acordar.

sábado, outubro 01, 2011

a insustentável leveza de ser no verão

acabou. era só um título.

sábado, setembro 24, 2011

é quando alguém morre que a gente resolve chorar a brevidade da vida.

segunda-feira, janeiro 10, 2011

[sobre viagens e viagens]

uma das frases dessas férias foi: "as 4 melhores coisas da vida, viajar e comer". não pensei sobre as outras 3, mas o ato do deslocamento físico entre lugares com fins de passeio, sem a responsabilidade de trabalhar, tem uma importancia na minha vida que eu esqueço as vezes.

voltar de viagem sempre foi dificil. parece que uma revolução aconteceu dentro da gente, e no fim das contas, voltamos pros mesmos lugares e pras mesmas coisas.

quinta-feira, setembro 16, 2010

hoje, saindo do banho, limpei a saboneteira e tirei toda água acumulada.

mesmo sabendo que não tinha mais ninguém pra reclamar do sabonete dissolvendo.

as pessoas passam e vão deixando as coisinhas delas com a gente. e acho que a gente passa e vai deixando nossas coisinhas com elas.

terça-feira, setembro 14, 2010

decidi há alguns meses que, para tornar minha vidinha menos dependente de acordar-trabalhar-comer-dormir, eu ia inventar coisas pra fazer. mesmo que a curto prazo não faça tanto sentido. é que não dá pra viver assim sabe.

quando eu tava na escola eu morava numa cidadinha do interior de sp, e ficava sonhando com o dia que eu iria entrar numa faculdade e me mudar pra são paulo. era meu sonho. e minha mãe e meu pai ajudavam a alimentar isso, eles nem consideravam estudar lá por perto, porque não tinha boas universidades, e pra gente mais velha, universidade boa são as federais (que quer dizer pública, ou seja, mesmo as estaduais eram federais pra eles hahaha). enfim, só me restava estudar então. eu nem curtia tanto estudar. quer dizer, curtia, mas na verdade eu estudava que nem uma condenada porque pra mim era o passe livre pra felicidade. era o que ia me permitir mudar de cidade, de vida, transformação do faustão, antes e depois. eu nem me preocupava tanto em ser feliz naquela época porque tava guardando essa felicidade toda pra quando eu passasse na faculdade. daí eu passei, larguei, passei e realmente fui feliz. lavei a égua de felicidade.

aí chegando no fim da faculdade começou nova angústia, de ter que arrumar um bom emprego que pague todas as contas, inclusive a terapia, dizia minha mãe, emprego bom tem que dar pra pagar tudo. e vai angustia, vem emprego ruim, a gente rala, ganha pouco, desespera porque não consegue emprego fixo, desespera e um dia consegue, daí quando consegue parece que descamba. o primeiro é o mais difícil, depois é só ir conciliando e trocando se necessário.

aí agora que eu tenho emprego fixo que inclusive dá pra pagar a terapia (que eu não pago, estou enjoada, minha vida não anda tão interessando assim), eu não tenho mais objetivo. desses que fazem a gente projetar nossa felicidade nele. como se tudo dar certo e o mundo ser bom e justo dependesse dele.

aí voltando ao primeiro parágrafo, comecei a inventar coisas. o mundo ser lindo e feliz depende do fato de eu aprender a tocar bateria, experimentar novos filmes e técnicas fotográficas, voltar a praticar a escrita nem que seja escrevendo diário. e assim, cá estou, escrevendo nem que seja diário, já que minha felicidadinha agora depende desses pequenos objetivos.