domingo, novembro 15, 2009

tirei muita foto, viajei, descasquei na batata da perna, bebi, estou tentando ter disciplina e "tempo" (aka vergonha na cara) pra aprender after effects e gastei minhas economias numa bateria eletrônica.

agora o futuro é comprar presentes de natal e começar a juntar dinheiro novamente pra ir pra espanha ano que vem.

esse é o resumo da minha vida desde o último post.

sábado, outubro 24, 2009

fomos e viemos, algumas vezes andando em círculos e voltando ao ponto de partida, outras vezes voltando e vendo o ponto de partida de cima (afinal o drama gira em espirais, a personagem volta, mas ascende), de longe, as águas passadas, rir das desgraças que já foram, ver os galhinhos secos que eram os outros caminhos que a gente poderia ter seguido e não seguiu, então toda a água que a gente tirava da terra foi pro caminho atual e os outros simplesmente secaram. mas eles existem, o futuro do pretérito imperfeito. existem pra gente olhar e rir deles, de como éramos tolos.

preciso escolher qual galhinho receberá a água que venho puxando, e quais vão secar, quais me farão pensar "ah, como eu era tola".

segunda-feira, outubro 12, 2009

[quem sou eu pra contestar baudelaire?]

EMBRIAGUEM-SE

É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.

Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.

E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.

quinta-feira, setembro 24, 2009

ai to cansada viu, de escrever, de trabalhar.

dor de cabeça, tô enxergando mal, meus óculos estão arranhados.

arroz integral parece que me dá mais fome, não importa o quanto eu coma.

domingo, setembro 13, 2009

estou me permitindo ser virtuosa.

sempre achei uma qualidade besta, e agora penso que talvez não seja exatamente besta, talvez seja só coisa das pessoas que amam demais alguma coisa.

esse início de verão me trás muitas lembranças de outros inícios de verão. aquele sol quente, tomar ceveja até tarde no calor, acordar já escaldada. me lembra pinda, taubaté, meu anos de colégio. me lembra uma música do team dresch "it's summer the hairs grown in on my upper thigh just like so much corn in late july but is it summer...", me lembra quando eu contei pra minha mãe que estava namorando uma menina e ela surtou, me lembra quando minha gatinha morreu e pela primeira (e uma das únicas) vez eu tomei um calmante pra dormir. me lembra pegar o ônibus pra escola e me sentir completamente sozinha no mundo, e pensar que as coisas iriam ser melhores.

me lembra que eu era só mais uma garota completamente perdida meio desesperada sem saber o que fazer. o fim do ano, o início do verão, era um periodo de pensar na vida pra mim. tentar achar um rumo, um sentido, uma namorada, uma diversão, uma paixão. essa época me lembra sempre rolês malucos que eu dava por aí, me lembra bebedeiras de leve no fim da tarde quente. toda aquela indecisão e confusão de adolescente, aquela vontade e a certeza de mudar tudo, mudar o mundo.

quando eu era menor, eu imaginava que seria um monte de coisas quando tivesse a idade que eu tenho agora, mas em nenhum momento acho que eu imaginei o que eu realmente me tornei. e, pensando nisso, vejo que não poderia ter sido melhor, que a paula de 16 anos ficaria muito orgulhosa de quem eu sou com 26. essa sensação é gostosa.

3 vivas para o fim do inverno.

quinta-feira, agosto 27, 2009

querido diário,

hoje aprendi mais uma palavra: hipster. fico muito feliz quando eu descubro que uma coisa que eu achava que só existia na minha cabeça tem nome. pois é, existe uma palavra que define aquele povo chato de bigode com roupa retrô que ouve umas músicas chatas.

essa semana foi corrida, desde de 3º pra mim já era 6º feira. reiterei a certeza na minha cabeça que se trabalhar fosse legau, a gente não seria remunerado por isso.

estou viciada em jogar the sims no celular. haja bateria!

é isso diário, te amo.

beijos

paulinha

ps: rarara, tô bêbada.

mentira. tô indo dormir.

segunda-feira, agosto 17, 2009

ando meio zuada, meu corpo está meio apodrecendo, eu tive conjuntivite, não estou enxergando direito, tenho micoses, fungos, tosse, desarranjos de estômago, azia, comi mal, bebi demais, perdi meu celular, fiquei presa num elevador por 30 minutos e parecia que eu nunca mais ia conseguir sair de lá, e parecia que era aquilo que sartre já tinha dito, o inferno eram os outros, o inferno é uma salinha e a gente trancado com outras pessoas, sem a gente nunca poder sair de lá, nunca poder dormir, nunca poder fugir. e minhas costas já estavam molhadas, e quando finalmente abriu aquela porta do elevador eu sai correndo que era a coisa que eu mais queria fazer naquele momento.


só se sentem verdadeiramente bem em casa