natal é dia de... encontrar com o pai... =/
desde que meus pais se separaram, esse é um momento sempre chato, porque meu pai ficou maluco. ele namora com uma mulher escrota que diz que não gosta dos filhos deles e que vai tirar todo o dinheiro dele (e eu não estou inventando, ela realmente disse isso em um lugar que ela trabalhava. o que ela não sabia que é que tinha alguém que trabalhava lá que nos conhecia). e meu pai é meio otário na mão dela. se ela não deixar ele sair com a gente, ele não sai. se ela não deixar ele ficar com o carro, ele fica a pé.
e aí hoje a noite é dia de vê-lo. chatisse. aquele papo morno tipo "e aí, tudo bem? tudo bem. ah, que bom que tá tudo bem. é."
e aí hj me perguntaram quais eram meus planos pro futuro e eu não sei. eu achei que tudo estava super bem porque eu estava fazendo minhas coisas, meus hobbies, fotografando, escrevendo, inventando história, lendo, mas e a minha profissão, brasil? e a minha profissão? que que eu vou fazer? parece que eu até tinha esquecido disso de profissão... tipo eu trabalhava pra ganhar a grana pra eu fazer meus hobbies. mas e aí, eu vou dar aonde com isso? ai, aí agora me deu crise de fim do ano.
eu nunca liguei muito pra trabalho. tipo, eu gosto do que faço, mas meu trabalho não é meu hobbie, como é para várias pessoas que eu conheço. eu me formei em cinema, mas eu não gosto de set, estou enjoada de fazer produção e desde a faculdade não gosto de direção. na verdade eu fui estudar cinema porque foi o meu jeito de entender que eu gostava de artes, e quando eu fui fazer faculdade, cinema e artes plásticas eram as coisas mais próximas a isso. quer dizer, eu gosto da faculdade que fiz por uma experiência antropológica, aprendi a aprender muita coisa. mas agora não me interesso muito por trabalhar com isso exatamente de fazer filme. acho que tem muita coisa ainda pra descobrir. muita. e talvez isso seja um processo lento. o problema é que se eu não termino na hora, eu não termino nunca mais. por isso meus continhos são sempre muito pequenos e minhas coisas são sempre inacabadas.
só não queria acabar uma tiazona viciada em whiskie que vai sempre se lamentar da sua potencialidade jogada fora. tô ficando velha gente. tô ficando velha. vou fazer 27 anos.
is that all there is ? if that´s all there is my friend then let´s keep dancing...
sexta-feira, dezembro 25, 2009
segunda-feira, dezembro 14, 2009
que existe um carinho por baudelaire no meu coração, acho que já comentei. mas o que me trás para para esses lados é um carinho especial que eu tenho pelo "conceito" (essa palavra é odiável, eu sei, por favor me dêem um dicionário de sinônimos de natal) de flaneur. gosto dessa idéia de não participar, e sim observar o mundo. a gente está lá, olhando de canto. gosto dessa idéia do leviano e superficial dos dândis, que quase engana as pessoas. rarara, confesso, adoro que as pessoas por vezes confundem "tontisse" com "descaso". trocando em miúdos: eu não me lembro, ou não presto atenção em muitas coisas simplesmente por que não me interessam, não porque eu tenho a memória ruim ou porque sou tonta.
desculpem-me a arrogância, é quebrei o nariz há alguns dias (e essa será a desculpa de 2010, para ganhar café da manhã na cama, não carregar peso, voltar pra casa quando estiver cansada, ficar sentada enquanto fazem o pedido no starbucks e essas coisas)
desculpem-me a arrogância, é quebrei o nariz há alguns dias (e essa será a desculpa de 2010, para ganhar café da manhã na cama, não carregar peso, voltar pra casa quando estiver cansada, ficar sentada enquanto fazem o pedido no starbucks e essas coisas)
domingo, novembro 15, 2009
tirei muita foto, viajei, descasquei na batata da perna, bebi, estou tentando ter disciplina e "tempo" (aka vergonha na cara) pra aprender after effects e gastei minhas economias numa bateria eletrônica.
agora o futuro é comprar presentes de natal e começar a juntar dinheiro novamente pra ir pra espanha ano que vem.
esse é o resumo da minha vida desde o último post.
agora o futuro é comprar presentes de natal e começar a juntar dinheiro novamente pra ir pra espanha ano que vem.
esse é o resumo da minha vida desde o último post.
sábado, outubro 24, 2009
fomos e viemos, algumas vezes andando em círculos e voltando ao ponto de partida, outras vezes voltando e vendo o ponto de partida de cima (afinal o drama gira em espirais, a personagem volta, mas ascende), de longe, as águas passadas, rir das desgraças que já foram, ver os galhinhos secos que eram os outros caminhos que a gente poderia ter seguido e não seguiu, então toda a água que a gente tirava da terra foi pro caminho atual e os outros simplesmente secaram. mas eles existem, o futuro do pretérito imperfeito. existem pra gente olhar e rir deles, de como éramos tolos.
preciso escolher qual galhinho receberá a água que venho puxando, e quais vão secar, quais me farão pensar "ah, como eu era tola".
preciso escolher qual galhinho receberá a água que venho puxando, e quais vão secar, quais me farão pensar "ah, como eu era tola".
segunda-feira, outubro 12, 2009
[quem sou eu pra contestar baudelaire?]
EMBRIAGUEM-SE
É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.
Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.
E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
EMBRIAGUEM-SE
É preciso estar sempre embriagado. Aí está: eis a única questão. Para não sentirem o fardo horrível do Tempo que verga e inclina para a terra, é preciso que se embriaguem sem descanso.
Com quê? Com vinho, poesia ou virtude, a escolher. Mas embriaguem-se.
E se, porventura, nos degraus de um palácio, sobre a relva verde de um fosso, na solidão morna do quarto, a embriaguez diminuir ou desaparecer quando você acordar, pergunte ao vento, à vaga, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão: "É hora de embriagar-se! Para não serem os escravos martirizados do Tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso". Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.
quinta-feira, setembro 24, 2009
domingo, setembro 13, 2009
estou me permitindo ser virtuosa.
sempre achei uma qualidade besta, e agora penso que talvez não seja exatamente besta, talvez seja só coisa das pessoas que amam demais alguma coisa.
esse início de verão me trás muitas lembranças de outros inícios de verão. aquele sol quente, tomar ceveja até tarde no calor, acordar já escaldada. me lembra pinda, taubaté, meu anos de colégio. me lembra uma música do team dresch "it's summer the hairs grown in on my upper thigh just like so much corn in late july but is it summer...", me lembra quando eu contei pra minha mãe que estava namorando uma menina e ela surtou, me lembra quando minha gatinha morreu e pela primeira (e uma das únicas) vez eu tomei um calmante pra dormir. me lembra pegar o ônibus pra escola e me sentir completamente sozinha no mundo, e pensar que as coisas iriam ser melhores.
me lembra que eu era só mais uma garota completamente perdida meio desesperada sem saber o que fazer. o fim do ano, o início do verão, era um periodo de pensar na vida pra mim. tentar achar um rumo, um sentido, uma namorada, uma diversão, uma paixão. essa época me lembra sempre rolês malucos que eu dava por aí, me lembra bebedeiras de leve no fim da tarde quente. toda aquela indecisão e confusão de adolescente, aquela vontade e a certeza de mudar tudo, mudar o mundo.
quando eu era menor, eu imaginava que seria um monte de coisas quando tivesse a idade que eu tenho agora, mas em nenhum momento acho que eu imaginei o que eu realmente me tornei. e, pensando nisso, vejo que não poderia ter sido melhor, que a paula de 16 anos ficaria muito orgulhosa de quem eu sou com 26. essa sensação é gostosa.
3 vivas para o fim do inverno.
sempre achei uma qualidade besta, e agora penso que talvez não seja exatamente besta, talvez seja só coisa das pessoas que amam demais alguma coisa.
esse início de verão me trás muitas lembranças de outros inícios de verão. aquele sol quente, tomar ceveja até tarde no calor, acordar já escaldada. me lembra pinda, taubaté, meu anos de colégio. me lembra uma música do team dresch "it's summer the hairs grown in on my upper thigh just like so much corn in late july but is it summer...", me lembra quando eu contei pra minha mãe que estava namorando uma menina e ela surtou, me lembra quando minha gatinha morreu e pela primeira (e uma das únicas) vez eu tomei um calmante pra dormir. me lembra pegar o ônibus pra escola e me sentir completamente sozinha no mundo, e pensar que as coisas iriam ser melhores.
me lembra que eu era só mais uma garota completamente perdida meio desesperada sem saber o que fazer. o fim do ano, o início do verão, era um periodo de pensar na vida pra mim. tentar achar um rumo, um sentido, uma namorada, uma diversão, uma paixão. essa época me lembra sempre rolês malucos que eu dava por aí, me lembra bebedeiras de leve no fim da tarde quente. toda aquela indecisão e confusão de adolescente, aquela vontade e a certeza de mudar tudo, mudar o mundo.
quando eu era menor, eu imaginava que seria um monte de coisas quando tivesse a idade que eu tenho agora, mas em nenhum momento acho que eu imaginei o que eu realmente me tornei. e, pensando nisso, vejo que não poderia ter sido melhor, que a paula de 16 anos ficaria muito orgulhosa de quem eu sou com 26. essa sensação é gostosa.
3 vivas para o fim do inverno.
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