[vazio]
is that all there is ? if that´s all there is my friend then let´s keep dancing...
terça-feira, maio 25, 2004
quinta-feira, maio 20, 2004
[festival de cinema universitário]
o documentário que nós (paula, rui, leandro, nardi, bologna, melix) fizemos vai passar na mostra competitiva do festival da uff!! VIVA VIVA!! o primeiro trabalho a ser passado na tela grande, para outros expectadores. chama SINAL VERMELHO e é sobre pessoas que trabalham no farol de alguma forma, vendendo coisas, limpando vidros de carros etc. e ainda antes da exibição os realizadores vão ter que apresentar o filme e tal. estou emocionada. hahahahahhaha. as vezes até parece que eu estou virando gente grande.
depois eu coloco mais informações sobre dia da exibição e afins.
o documentário que nós (paula, rui, leandro, nardi, bologna, melix) fizemos vai passar na mostra competitiva do festival da uff!! VIVA VIVA!! o primeiro trabalho a ser passado na tela grande, para outros expectadores. chama SINAL VERMELHO e é sobre pessoas que trabalham no farol de alguma forma, vendendo coisas, limpando vidros de carros etc. e ainda antes da exibição os realizadores vão ter que apresentar o filme e tal. estou emocionada. hahahahahhaha. as vezes até parece que eu estou virando gente grande.
depois eu coloco mais informações sobre dia da exibição e afins.
sábado, maio 01, 2004
domingo, abril 25, 2004
um dia ela acordou tão complicada, com os lençois revirados, depois da noite quase varada. pensou no chico buarque e quis dançar.
we are everyday angels
nós, as pessoas simples.
essas pessoas que se cansam de um todo dia e resolvem partir, assim, pra qualquer algum lugar. sentem que esse lugar que estão, agora é estranho, que o cubículo que eles se fizeram seu agora não cabe mais.. a casca quebrou e o espírito se esgueira para fora, que nem fumacinha de fogueira em dia de sol de filmes de deserto.
fugas diárias. céus e nuvens fofas.
vou escrever uma história de amor. vou brincar de deus. vou fazer por alguém que eu inventar o que não posso fazer por mim.
we are everyday angels
nós, as pessoas simples.
essas pessoas que se cansam de um todo dia e resolvem partir, assim, pra qualquer algum lugar. sentem que esse lugar que estão, agora é estranho, que o cubículo que eles se fizeram seu agora não cabe mais.. a casca quebrou e o espírito se esgueira para fora, que nem fumacinha de fogueira em dia de sol de filmes de deserto.
fugas diárias. céus e nuvens fofas.
vou escrever uma história de amor. vou brincar de deus. vou fazer por alguém que eu inventar o que não posso fazer por mim.
quarta-feira, março 31, 2004
aqueles três
da noite só sobrara o nariz sangrando e as notas sujas enroladas dentro do armário. as pesoas tinham ido embora, a começar por ela mesmo, que tinha sido a primeira a ir embora da sua própria casa (não aguentava tanto sentimento junto).
retrocedamos um pouco.
as 7h da manhã ainda olhava pela janela o pátio molhado do mackenzie, naquele dia nublado. a outra esticava mais uma carreira enquanto ela pensava em sair correndo, ali para os lados de higienópolis. às vezes chegava uma hora que não tinha mais o que pensar, então ela ficava com vontade de correr. ficava com vontade de ter aquilo pra sempre, aqueles dois ali, na sua cama pra sempre. Os três, se abraçando, se apoiando, as mãos se procurando, se acomodando, se apertando, querendo criar alguma segurança, tipo um por favor preciso de você, preciso desse momento. preciso não me sentir mais tão sozinho aqui, no meio de tanta gente. preciso acordar sem ter vontade de ficar dormindo. só agora, só esse momento, por favor. não era preciso falar. se precisavam. e ali, deitados os três naquela cama de solteiro cheirando a cigarro, cerveja e desilusão, sabiam que se tinham.
da noite só sobrara o nariz sangrando e as notas sujas enroladas dentro do armário. as pesoas tinham ido embora, a começar por ela mesmo, que tinha sido a primeira a ir embora da sua própria casa (não aguentava tanto sentimento junto).
retrocedamos um pouco.
as 7h da manhã ainda olhava pela janela o pátio molhado do mackenzie, naquele dia nublado. a outra esticava mais uma carreira enquanto ela pensava em sair correndo, ali para os lados de higienópolis. às vezes chegava uma hora que não tinha mais o que pensar, então ela ficava com vontade de correr. ficava com vontade de ter aquilo pra sempre, aqueles dois ali, na sua cama pra sempre. Os três, se abraçando, se apoiando, as mãos se procurando, se acomodando, se apertando, querendo criar alguma segurança, tipo um por favor preciso de você, preciso desse momento. preciso não me sentir mais tão sozinho aqui, no meio de tanta gente. preciso acordar sem ter vontade de ficar dormindo. só agora, só esse momento, por favor. não era preciso falar. se precisavam. e ali, deitados os três naquela cama de solteiro cheirando a cigarro, cerveja e desilusão, sabiam que se tinham.
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